Sexta-feira, Março 31, 2006

Rosário de Promessas

Em Buriti dos Montes, a população continua a esperar o asfaltamento que liga a BR407 à fronteira do Ceará, passando por Buriti. A ordem de serviço foi assinada festivamente no ano passado. O DER diz desconhecer a existência desta ordem. A população espera.

A Política Cambial e a Soja no Piauí

Do Jornal Valor Econômico
Câmbio freia expansão da soja no Piauí e Maranhão

Na safra 2005/06, que está sendo colhida, a área de plantio de soja no Piauí cresceu apenas 3%

A comparação com o mar é recorrente, mesmo entre os que já estão acostumados com a paisagem. Nas chapadas do sul do Piauí e no sul do Maranhão impera um "mar verde" de soja - "mar" cuja área avançou cerca de 20% ao ano até a safra 2004/05, mas que agora parece estar sob os efeitos de uma grande ressaca.Os primeiros sinais já surgiram: na safra 2005/06, que está sendo colhida, a área de plantio de soja no Piauí cresceu apenas 3% - para 214 mil hectares - e no Maranhão, 5% - para 410 mil hectares - , segundo estimativas do mercado e de tradings que atuam na região. Para a próxima temporada, a expectativa entre os produtores é que as áreas se mantenham, e há até quem acredite em redução no plantio.A "ressaca" para os produtores das duas regiões do cerrado nordestino, consideradas novas fronteiras agrícolas, é a valorização do real em relação ao dólar desde 2005, que afetou a receita decorrente da venda do grão e deixou muitos produtores endividados. Como consequência, o crédito para o plantio também ficou restrito. E para piorar o ânimo dos produtores, um "veranico" em janeiro, que dependendo da região durou entre 20 e 30 dias, também deve diminuir a produtividade das lavouras de soja do Piauí e do Maranhão.Esse foi o cenário que o Valor presenciou entre os dias 17 e 23 de março, quando visitou a região junto com a equipe Norte-Nordeste do Rally da Safra, promovido pela Agroconsult."Cheguei a crescer 70% de 2003/04 para 2004/05, mas agora penso em reduzir a área em 10%. Não vou usar recursos próprios para plantar", afirma Thomas Kudiess, gaúcho de Ijuí que plantou 2.500 hectares de soja nesta safra em Uruçuí (PI), onde está há sete anos. Em 2004/05, Kudiess financiou 60% da produção no BNB e 20% no Banco do Brasil. Com a crise de rentabilidade, não conseguiu pagar o BB. "Pela primeira vez na vida, não paguei o Banco do Brasil e tive de renegociar 50% da dívida". O produtor reconhece que se descapitalizou "porque cresceu demais" quando ampliou a área em 70%.Outro gaúcho, de Santo Antônio das Missões, Valtério Manganelli, também sofre as incertezas de quem cresceu muito nos últimos anos. Junto com dois filhos toca uma área de soja de 3.200 hectares em Bom Jesus (PI), e ainda não faz previsões sobre a próxima safra. "Plantamos com dólar de R$ 2,30 a R$ 2,40 e estamos vendendo a soja com dólar de R$ 2,10", queixa-se Nelson Manganelli, um dos filhos.Mesma reclamação de Oswaldo Massao Ishii, que planta 4.850 hectares de soja em São Raimundo das Mangabeiras, na região de Balsas (MA). "O câmbio está matando o produtor", afirma o paranaense, que é medico de formação.Como efeito da valorização, a saca de soja, que bateu R$ 52 há dois anos na região de Uruçuí, era comercializada a cerca de R$ 20 na segunda quinzena de março, de acordo com produtores.Além dos preços mais baixos, os Manganelli terão de amargar uma queda de produtividade por causa do veranico, apesar de não terem reduzido o nível tecnológico - como o uso de fertilizantes - das lavouras. Pelas estimativas de Valtério, o rendimento deve cair para 40 a 45 sacas de soja por hectare, contra 65 sacas em 2004/05. Se tal rendimento se confirmar, a família vai perder, uma vez que o custo de produção da soja nesta safra ficou em 47 sacas por hectare, estima Gilson, irmão de Nelson.O agricultor Max Plentz - que planta na Serra do Quilombo, em Bom Jesus (PI) - também deve obter menor rendimento em suas lavouras de soja nesta safra. Na passada, a média na região foi de 52 sacas por hectare, mas Plentz não deve colher mais do que 35 sacas agora. Além do efeito do veranico, as lavouras de Plentz receberam menos adubo este ano por conta do descompasso que o dólar desvalorizado causou entre os custos e a receita.O gaúcho de Cruz Alta já reduziu sua área de soja na temporada 2005/06 em 400 hectares, para 1.100 hectares, justamente por causa dos custos, e lamenta não poder abrir novas áreas de plantio. "Poderia ter 3 mil a 4 mil hectares de área plantada (...) Mas não é um ano para investir", reconhece Plentz, que chegou ao Piauí há dez anos, depois de passar pelo Mato Grosso.Assim como em outras regiões de produção do país, entre os agricultores do sul do Piauí e do Maranhão, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tornou-se um vilão, por conta da política econômica que mantém o real valorizado. "Essa política precisa mudar", defende o paulista José Roberto Bortolozzo, pioneiro da soja em Uruçuí, que plantou 12.500 hectares nesta safra, 500 a mais que em 2004/05. Bortolozzo diz que sua intenção é crescer 500 hectares por ano, mas reconhece que o ritmo do avanço na região deve sofrer uma "brecada" por causa da baixa rentabilidade.O descontentamento com o governo Lula está estampado nos pára-brisas dos carros nas regiões de produção do Piauí e do Maranhão, onde se pode ver adesivos com inscrições como: "Lula, a pior praga da agricultura" ou "Lula: a nova praga da agricultura". Um desses adesivos está na caminhonete do produtor de Nova Santa Rosa, na região de Uruçuí, o gaúcho José Elói Schaefer. Trata-se de um caso emblemático, já que Schaefer foi secretário da Agricultura de uma gestão petista na cidade de Santo Cristo (RS) entre 1993 e 1999 - ano em que o produtor migrou para o Piauí para plantar soja.Enquanto dirige por uma estrada de terra no meio do cerrado piauiense, que leva de Nova Santa Rosa a Uruçuí, o pedetista - e brizolista - Schaefer acusa o governo de "falta de capacidade administrativa" e não poupa o ministro da Agricultura Roberto Rodrigues, que, segundo ele, "não está fazendo nada".ContextoO Rally da Safra, que começou em 13 de março e terminou na terça-feira, percorreu 25 mil quilômetros em quatro regiões de grãos do país. O rally foi dividido em quatro equipes (Norte-Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul), que avaliaram lavouras para levantamentos qualitativos e quantitativos, além de promover encontros com produtores. A convite da Agroconsult, o Valor acompanhou a equipe Norte-Nordeste, que percorreu 1.300 quilômetros entre Luís Eduardo Magalhães (BA), e Balsas (MA). Na segunda-feira será publicada a segunda parte da reportagem produzida a partir dessa viagem.
Fonte: Valor Econômico / Alda do Amaral Rocha

Governo petista: cai produção de grãos

Produção de grãos sofre queda de 21% no Piauí
Repórter Robert Pedrosa do jornal O DIA em 31.03.2006

A produção agrícola do Piauí para o ano de 2006 caiu 21,37% em relação à expectativa de crescimento no mês de janeiro. Os números, divulgados ontem, são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. A safra de grãos será de 1.216.707 toneladas, quando a previsão inicial era de quase 1,5 milhão de toneladas. A principal causa, segundo a Secretaria de Desenvolvimento Rural foi a irregularidade das chuvas, com um veranico atípico. Os técnicos do IBGE estiveram em todos os 223 municípios do Piauí para fazer o apanhado, que é o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola - LSPA. Os principais grãos do Estado são cereais e leguminosas (fava, arroz, feijão e milho) e oleaginosas (soja, algodão e mamona). O arroz sequeiro foi a cultura mais atingida, com uma redução de 38,29%. O feijão 1ª safra deve perda de 24,87%. O milho reduziu em 29,76% e a soja, a redução foi de 11,08%.Embora seja uma previsão, a expectativa é de que a mesma seja confirmada, já que, eventualmente, o IBGE faz levantamentos antes, durante e depois das safras e divulga os boletins que mantém ou desmentem as informações anteriormente divulgadas.

O modo do governo petista ser ético

da Folha de S. Paulo, São Paulo, sexta-feira, 31 de março de 2006

De vis, boçais e cínicos
CLÓVIS ROSSI


SÃO PAULO - Se não existisse a oposição, o governo Lula já teria acabado há muito tempo. Os companheiros e neocompanheiros se matam entre eles e, no processo, revelam ao distinto público o caráter que eles próprios acham que o governo tem. Para ficar só nas contendas mais recentes, há o affaire Antonio Palocci x Jorge Mattoso. O público só ficou sabendo detalhes quase completos do crime do governo contra o caseiro Francenildo graças à pendência entre eles. Um, ministro da Fazenda, o outro, presidente da Caixa Econômica Federal. Reúnem-se em pleno Palácio do Planalto, mas não discutem economia. Discutem um crime. Diz tudo a respeito do caráter de um governo. É claro que o presidente da República não sabia de nada, de novo. Também diz muito sobre o caráter do governo. Mal as brasas começam a adormecer sobre mais esse crime do lulo-petismo, ficamos sabendo que o governo inclui um "empresário boçal", ainda por cima favorável ao monopólio, e um ministro "vil". O "empresário boçal" seria o ministro das Comunicações, Hélio Costa, na versão vil, ops, na versão Gilberto Gil, que não teve o menor pejo de ler em público texto em que assim era qualificado seu, digamos, colega de gabinete. O "vil" é o Gil -ou o Gil é o "vil", sei lá -, na versão do "empresário boçal" em declarações aos jornalistas. Com um ministério assim, o governo não precisa de oposição. Só num governo assim é possível existir uma líder (no Senado) como Ideli Salvatti, que, sobre a violação do sigilo bancário do caseiro, teve o seguinte "insight": "Qualquer pessoa pode esquecer um extrato em algum lugar e alguém ler". Poderia ter acrescentado que Francenildo teve o azar de "esquecer" seu extrato justamente na mesa da casa do ministro Palocci.Cinismo, tudo bem. Já estamos habituados. Mas, pelo amor de Deus, com um mínimo de cérebro.
@ -
crossi@uol.com.br

Quinta-feira, Março 30, 2006

O Governo do PT e a Comdepi: Ligações perigosas (II)

do Diário do Povo em 30/03/2006
Licitação da Comdepi é denunciada ao TCE

O TCE (Tribunal de Contas do Estado) foi acionado para investigar irregularidades no Edital de Concorrência nº 001/06 da Companhia de Desenvolvimento do Estado do Piauí. Segundo o advogado do PSDB, Charlles Max, a investigação tem como objeto a contratação de empresas para pavimentação asfáltica de ruas de 46 cidades do Piauí. O PSDB foi informado ontem que a professora Adriana Pacheco de Araújo, especialista em Administracão Pública, formulou as queixas ao TCE. Conforme a denúncia, não existe no orçamento do Estado do Piauí, exercício 2006, dotação suficiente para a realização das obras e serviços referentes à licitação. Consta na Lei Orçamentária apenas R$ 3.690.000,00, enquanto a licitação da Comdepi exige R$ 5.894.998,52. “A Lei das Licitações não permite a realização de licitação sem previsão de recursos orçamentários que assegurem o pagamento das obrigações decorrentes de obras e serviços a serem executados”, diz o advogado tucano. De acordo com a denúncia, a licitação é irregular e ilegal, pois desvia recursos com outra destinação. A dotação existente de R$ 3.690.000,00 visa a execução de obras de infra-estrutura rural. A Comdepi, por sua vez, quer realizar licitação para asfaltar ruas em área urbana. O caso foi denunciado também na Assembléia Legislativa pelo deputado Leal Júnior, na semana passada.

Quarta-feira, Março 29, 2006

Governo petista sob suspeita

Audiência pública vai tratar de desvio de recursos da saúde

A Assembléia Legislativa irá realizar hoje, (29), às 15h30, uma audiência pública para tratar da aplicação de recursos da Saúde pelo Governo do Estado. A audiência foi requisitada pelo deputado estadual Wilson Brandão (PFL) com base no relatório do Tribunal de Contas do Estado, que aponta desvio de finalidade na aplicação de recursos da saúde, na ordem de R$ 120 milhões, nos anos de 2003 e 2004.

Governo do PT se desmancha no interior

Do Portal 180 graus, em 29.03.2006
Em Agricolândia não funciona Polícia nem EMATER

"Até o prédio do EMATER foi desocupado para abrigar a delegacia de polícia, que foi interditada"

A população de Agricolândia está há vários meses sem contar com os serviços do EMATER e da Polícia. Existem funcionários dos dois órgãos na cidade, mas eles não podem trabalhar por conta da falta de estrutura. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais do município, Manoel Pereira da Costa, afirma que o único servidor do EMATER do município tem boa vontade em fazer seu trabalho, mas não conta com a mínima estrutura para trabalhar. "Até o prédio do EMATER foi desocupado para abrigar a delegacia de polícia, que foi interditada pela precariedade da delegacia. Agora nem a delegacia está nesse prédio porque foi iniciada uma reforma que nunca foi concluída. O resultado é que não contamos nem com o EMATER nem com a polícia", lamenta o sindicalista. Manoel Pereira da Costa informa que quando a população precisa do serviço policial é obrigada a doar combustível para a motocicleta da polícia porque a Secretaria de Segurança não está fornecendo. Também não há linha telefônica na delegacia desde que houve mudança de prédio. Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, o delegado informou que já encaminhou ofícios ao secretário de Segurança pedindo providências para resolver o problema da estrutura da delegacia. A prefeitura do município vem arcando com as despesas de aluguel de uma casa residencial para funcionar provisoriamente a delegacia de polícia, mas o prefeito já informou que não possui recursos para continuar mantendo essa despesa, nem há como justificar esses gastos junto ao Tribunal de Contas do Estado.

Governador do PT pressente derrota

Do Portal 180 Graus, por Walcy Vieira na coluna Bastidores em 29.03.2006

W. Dias é só stress

Na renovação do secretariado e fechamento da chapa para disputar as eleições, o governador W. Dias tenta manter a calma, mas é só stress. A evidência é a crise de labirintite que vem sofrendo. A doença se agrava quando existe o desequilíbrio corporal e forte pressão psicológica, informa a medicina.

PSDB e PFL escolhem Firmino Filho

Do JMN, por Efrém Ribeiro (da Editoria Geral), 29.03.2006

PSDB e PFL escolhem Firmino Filho para disputar o Governo do Estado

Reunidos em Teresina e Brasília, em encontros iniciados na sexta-feira e concluídos ontem, os líderes do PSDB e PFL escolheram o ex-prefeito teresinense Firmino Filho como candidato a governador nas eleições deste ano e destinaram a vaga do Senado ao presidente regional do PTB, João Vicente Claudino, e deixaram para o senador Heráclito Fortes a escolha do candidato a vice-governador, que deverá ser o ex-presidente da APPM (Associação Piauiense dos Municípíos) e ex-prefeito de Itainópolis, José Maia Filho, o Mainha. Durante reunião na noite de anteontem, no Rio Poty Hotel, o ex-governador Hugo Napoleão se colocou à disposição de Firmino Filho, presidente regional do PSDB, para participar da campanha ao Governo do Estado, nos contatos com líderes políticos no interior do Estado. Hugo Napoleão disse que quer disputar o cargo de deputado federal, mas se João Vicente Claudino não aceitar a disputa ao Senado.Com Hugo Napoleão disputando o Senado, o PP pode indicar o deputado federal Ciro Nogueira na chapa da coligação como candidato a vice-governador. Os candidatos a deputado federal pela coligação PSDB e PFL estão defendendo que Hugo Napoleão continue disputando uma vaga para a Câmara dos Deputados para fortalecer a chapa proporcional. O líder do PFL na Assembléia Legislativa, deputado estadual Wilson Brandão, também quer disputar a chapa de vice-governador na coligação de seu partido com o PSDB.

Firmino: o PT vai "amarelar"

Do Diário do Povo 29.03.2006

Segundo o presidente do PSDB, Firmino Filho, o PT entrou num processo de degradação que se tornou uma sigla pesada e com uma carga negativa. Ele acredita que o governador Wellington Dias não vai querer utilizar as cores do partido na campanha de reeleição, por conta deste estigma. “O governador não vai fazer campanha com as cores do PT. A sigla hoje é um peso. Uma carga negativa. As cores da campanha do governador não vão incluir as cores do PT. O PT daqui vai amarelar”, ironizou.O tucano interpretou os últimos escândalos pelos quais passou o PT e o Governo. Ele lembrou a queda do ministro José Dirceu, a queda do presidente do PT, José Genoíno e agora a queda do ministro da Fazenda, Antônio Palocci. “Isso mostra que o governo passa por um processo de degradação. Várias lideranças do círculo íntimo do poder estão, pouco a pouco, sendo desmoralizadas. Isso leva a uma pergunta última: Será que o presidente Lula não sabia de coisa alguma?”, questionou.Indagado se a oposição iria utilizar-se destes fatos e mais o último caso, a queda de um ministro por causa das denúncias de um caseiro, Firmino disse que a oposição não vai precisar explorar isso. “Toda a população está acompanhando. O povo está vendo como o PT tem agido e utilizado os instrumentos públicos em proveito de si. A campanha vai mostrar as críticas”, finalizou.

Terça-feira, Março 28, 2006

Governo do PT abandona alunos do ensino médio

Do Portal 180 graus, em 28 de Março 2006

Faltam escolas no interior
Audiencia na Assembléia discute hoje o transporte escolar

O projeto é do deputado Marden Menezes. Ele diz que só em Piripiri o problema atinge 50% dos alunos.

A Assembléia Legislativa irá realizar hoje (28/03) às 16h uma audiência pública para discutir a regularização de um serviço de transporte escolar para alunos da zona rural. De acordo com deputado Marden Menezes (PSDB) proponente da audiência somente em seu município, a cidade de Piripiri, mais de 50% dos alunos que concluem o ensino fundamental não dão continuidade a seus estudos, principalmente devido à dificuldade de acesso as escolas de ensino médio. "A Secretaria de Estadual de Educação não oferece escolas de ensino médio na zona rural, além disso, é uma obrigação do Estado dar condições para que os estudantes possam se deslocar até o local onde às escolas se encontram", disse Marden. O deputado Edson Ferreira (PFL) defende uma solução imediata para este problema e para tal encaminhou um requerimento ao secretário de educação e ao ministro da educação em Brasília, a fim de que sejam tomadas providências para se solucionar esse problema do transporte escolar na zona rural. "O governo do Estado não está cumprindo o seu papel de ser o gestor do ensino médio nos municípios, principalmente no interior do Estado. Por exemplo, em Canto do Buriti, a prefeitura passou a custear o transporte de alunos do ensino médio, uma despesa extra para o município e para qual o Governo do Estado recebe uma verba para isso", afirmou Edson Ferreira. Foram convidados para audiência pública o secretário de educação do Estado, Antônio José Medeiros, o presidente da Associação Piauiense de Município (APPM), Luís Coelho, além de vários secretários municipais de educação

Governo do PT gasta dinheiro e não conclui "rodovia do feijão"

A região de São Miguel do Tapuio, Assunção e Buriti dos Montes se constitui na maior produtora de feijão do Piauí. Dai a estrada de Castelo do Piauí a Assuncão passando por São Miguel ser conhecida por “rodovia do feijao”.
Pois bem, neste último final semana fui a cidade de São Miguel do Tapuio. Era o aniversário da cidade. Povo em festa. Viajei de Teresina a Castelo do Piauí numa estrada asfaltada.
Na saída de Castelo para São Miguel vê-se uma placa governamental dando conta da construção de uma estrada asfaltada ligando aquela cidade a esta. São cerca de 36 quilometros de estrada.
Saindo de Castelo em direção a São Miguel, o carro desliza pela estrada asfaltada de repente, lá pelo km 20, o asfalto desaparece e começa o rally numa “estrada” completamente esburacada. Com trechos já quase cortados. Os 16 km restantes até São Miguel: um verdadeiro enduro. Haja paciência, feixe de mola e amortecedor.
Já em São Miguel, o povo da cidade da conta que o governador petista prometera asfaltar toda a estrada. Aliás, promessas de asfalto feitas pelo governador petista Piauí afora é o que não falta ... o homem teria que ter uns 3 ou 4 mandatos inteiriços para cumprir com as promessas todas que tem despejado por aí.
Ah sim, na placa de propaganda da citada obra diz lá que a dita cuja custou R$ 4 milhões de reais aos cofres públicos - só tem até agora 20 km de asfalto foram feitos. Sem dúvidas o quilometro mais caro já visto para uma obra com aquelas características. Ainda faltam 16 km para chegar a São Miguel.

Clique nas imagens para ampliá-las

PT de ladeira abaixo

Da Folha de S. Paulo, São Paulo, terça-feira, 28 de março de 2006

É uma vergonha!
por BORIS CASOY

Jamais o Brasil assistiu a tamanho descalabro de um governo. Quem se der ao trabalho de esmiuçar a história do país certamente constatará que nada semelhante havia ocorrido até a gestão do atual ocupante do Palácio do Planalto. Há, desde o tempo do Brasil colônia, um sem número de episódios graves de corrupção e de incompetência. Mas o nível alcançado pelo governo Lula é insuperável. Não se trata de um ou de alguns focos de corrupção. Vai muito além. Exibe notável desprezo pelas liberdades e pela democracia. Manipula a máquina administrativa a seu bel-prazer, de modo a colocar o Estado a favor de sua inesgotável sanha de poder.


Um exemplo mais recente é a ação grotesca contra um simples caseiro, transformado em investigado por dizer a verdade depois de ser submetido a uma ação de provocar náuseas em qualquer stalinista. Não se investiga o ministro Palocci, acusado de freqüentar um "bunker" destinado a operar negócios escusos em Brasília e de ter mentido a respeito ao Congresso. Tenta-se, a qualquer preço, desqualificar a testemunha para encobrir o óbvio. E o desespero da empreitada conduziu a uma canhestra operação que agora o governo pretende encobrir, inclusive intimidando o caseiro.

Do presidente da República, sob a escusa pueril de dever muito a Palocci (talvez pela conquista do troféu dos juros mais altos do mundo e pelo crescimento ridículo do PIB), só se ouve a defesa pífia dos que não conseguem dissimular a culpa. A única providência das autoridades federais foi um simulacro de investigação, com a cumplicidade da Caixa Econômica Federal. Todos os limites foram ultrapassados; não há como o Congresso postergar um processo de impeachment contra Lula. Ou melhor, a favor do Brasil. Lula seria o primeiro a sofrer impeachment não apenas pelos crimes de responsabilidade mas também por toda a obra.

O argumento para não afastar Lula, de que sua gestão vive os últimos meses, é um auto-engano! A proximidade das eleições faz com que o governo use e abuse ainda mais do poder. Desde o início, este governo é envolvido na compra de consciências, na lubrificação da alma de órgãos de comunicação por meio de gigantescas verbas publicitárias e de perseguir os que lhe negam aplauso. Outro argumento usado para não afastar Luiz Inácio Lula da Silva é a sua biografia, a saga do trabalhador, do sindicalista que chegou a presidente. Ora, aquele metalúrgico já não existe há muito tempo. Sua legenda enferrujou. Foi tragado por sua verdadeira figura, submetido a uma metamorfose às avessas.

As razões legais para o processo de impeachment gritam no artigo 85 da Constituição, que versa sobre os crimes de responsabilidade do presidente. Basta ler os seguintes motivos constantes da Carta Magna para que o Congresso promova o processo de impeachment de Lula: atentar contra o livre exercício do Poder Legislativo, contra o livre exercício dos direitos individuais ou contra a probidade da administração. Seguem alguns exemplos ilustrativos. No "mensalão", fato que Lula tentou transformar em um pecadilho cultural da política brasileira, reside um grave atentado contra o livre funcionamento do Congresso Nacional. A compra de consciências não só interferiu na vida do Poder Legislativo como também demonstrou a disposição petista de romper a barreira entre a democracia e o autoritarismo, utilizando a máxima de que os fins justificam os meios. Jamais as instituições bancárias estatais foram tão agredidas. O Banco do Brasil teve seu dinheiro colocado a serviço de interesse escusos; a Caixa Econômica Federal também, demonstrando que o sigilo bancário de seus depositantes foi posto à mercê da pilantragem política. No escândalo dos Correios, mais que corrupção, foi posto a nu, além do assalto aos cofres públicos, um cuidadosamente urdido esquema de satrapias destinado a alimentar as necessidades pecuniárias de participantes da mesma viagem. Como costuma acontecer nesses casos, o escândalo veio à tona na divisão do botim.

Causa perplexidade, também, a maneira cínica com que o governo tenta se defender, usando todos os truques jurídicos para criar uma carapaça que evite investigações de suspeitas gravíssimas em torno do presidente do Sebrae, o generoso Paulo Okamotto, pródigo em cobrir gastos do amigo Lula -sem que ele saiba. Aliás, ele nunca sabe de nada...Lula passará à história, além de tudo, como alguém que procurou amordaçar a imprensa com a tentativa da criação de um orwelliano "conselho" nacional de jornalismo e com uma legislação para o audiovisual, que tentou calar o Ministério Público pela Lei da Mordaça e que protagonizou uma pueril tentativa de expulsar do país um correspondente estrangeiro que lhe havia agredido a honra. Neste momento grave, o Congresso Nacional não pode abdicar de suas responsabilidades, sob o perigo de passar à história como cúmplice do comprometimento irreversível do futuro do país. As determinantes legais invocadas para o processo de impeachment encontram, todas elas, respaldo nos fatos. Mas, infelizmente, na Constituição brasileira falta uma razão que bem melhor poderia resumir o que estamos assistindo: Lula seria o primeiro presidente a sofrer impeachment não apenas pela prática de crimes de responsabilidade mas também pelo ímpar conjunto de sua obra.

Boris Casoy, 65, é jornalista. Foi editor-responsável da Folha de 1974 a 76
e de 1977 a 84. Na televisão, foi âncora do TJ Brasil (SBT) e do Jornal da
Record (Rede Record).



A degenerescência moral do PT


Da Folha de S. Paulo, São Paulo, terça-feira, 28 de março de 2006


A nudez de Lula
por CLÓVIS ROSSI

SÃO PAULO - A demissão de Antonio Palocci deixa o conjunto da obra mais ou menos assim: 1 - Todas as idéias que Luiz Inácio Lula da Silva tinha a respeito do Brasil eram apenas "bravatas", jogadas na lata do lixo de sua história como presidente da Repúblicas. 2 - Todos os seus dois, digamos, primeiro-ministros, José Dirceu e Antonio Palocci, não resistiram a um grito de Roberto Jefferson ("sai daí, Zé, rapidinho") e a uma frase de um modesto caseiro, respectivamente. 3 - O nível de solidariedade do presidente para com seus homens de confiança é assustador. Assustador, digo, para quem supostamente tem a solidariedade. Dura apenas enquanto dura o uso que Lula possa fazer deles. Quando passam a atrapalhar a única coisa que realmente interessa ao presidente (o poder e, naturalmente, a sua manutenção), são decapitados e humilhados. Pior: aceitam a humilhação.4 - Não dá para acreditar que Palocci saiu por ter perdido "condições políticas" de permanecer no cargo. Saiu porque Lula avaliou que a permanência do ministro prejudicava suas chances reeleitorais. Só. 5 - Ninguém, no governo ou no PT, nem sequer cochichou uma crítica à violação do sigilo bancário do caseiro Francenildo e à transformação do acusado em perseguido. Ninguém. O que só prova, se ainda fosse necessário, a decomposição ética e moral do lulo-petismo. 6 - Para fechar a lista, o próprio presidente diz, em horário nobre dominical, que seu partido está "desmoralizado". Se o presidente de honra do PT, seu fundador e líder máximo, seu único candidato presidencial na história do partido, diz tal coisa, só uma anta seria capaz de dizer o contrário. Em qualquer país do mundo em que se produzisse tal conjunção de fatos, todos diriam que o governo está desmoralizado. Só no Brasil há o pudor ou o medo ao patrulhamento de dizer que o rei está nu. Obscenamente nu.
@ -
crossi@uol.com.br

Sábado, Março 25, 2006

PT "esconde" contratos de obras

PSDB vai denunciar o DER

O Diretório Estadual do PSDB buscará junto à Justiça Estadual o direito de ter acesso aos contratos assinados pelo DER na gestão Wellington Dias. Desde 9 de janeiro passado foi protocolado requerimento endereçado à diretora do DER, Karenina Eulálio, solicitando cópias dos contratos de licitação realizados pela autarquia nos exercícios de 2003, 2004 e 2005. No entanto, até a presente data a direção do DER não entregou os documentos. Segundo o advogado do PSDB, Charlles Max, a Lei n. 9.051/95, determina que os órgãos públicos devem fornecer a qualquer cidadão documentos e informações que se encontram com o Estado no prazo máximo de 15 dias.
(publicado originalmente no Diário do Povo, sábado 25 de março de 2006)

O Governador do PT e a Comdepi: Ligações perigosas

bestgraph
"DER não tinha condições de fazer mais obras"

justifica governador do PT

O governador Wellington Dias explicou que a Companhia de Desenvolvimento do Piauí (Comdepi) foi escolhida para realizar obras no interior do Estado porque o Departamento de Estradas e Rodagens já estava "lotado" (sic) de construção e recuperação de estradas e não tinha condições de assumir novos serviços. "Eu já pedi para o Avelino (Neiva, presidente da Comdepi) ir à Assembléia Legislativa explicar isso, mas só que ele ainda não foi chamado pelos deputados", afirmou Wellington, que respondeu às acusações do deputado Leal Júnior (PFL) de que
o edital de licitação foi lançado na terça-feira de carnaval. O DER está realizando mais de 50 obras no Estado, com recursos da CIDE, do Ministério dos Transportes, do Turismo, da Integração e do Tesouro Estadual. "O DER fará as estradas mais estratégicas", concluiu. (RP)
(publicado originalmente no O Dia, sábado 25 de Marco 2006)

PT rebola e debocha

NA CADÊNCIA DO DEBOCHE

O Carnaval já passou, mas coube à deputada Ângela Guadagnin, do PT de São Paulo, oferecer ao público a mais desinibida alegoria dos tempos que correm. As cenas de sua solitária dança em plenário, comemorando a absolvição do correligionário João Magno (PT-MG), ficarão na memória política do país como a manifestação acabada do quadro de deboche que se instalou nas rodas do poder central. Seria o caso de invocar o decoro parlamentar; mas como é justamente esse quesito que se viu pisoteado nas últimas decisões da Câmara, os critérios para julgar o desempenho da deputada vacilam, balançam e gingam, conforme o senso de humor e a complacência estética de cada um. Do ponto de vista coreográfico, seria difícil avaliar a precisão, o "timing", o acerto dos passos da parlamentar, a menos que se soubesse ao som de qual música, inaudível à opinião pública, ela imaginava estar, vá lá o termo, sassaricando. "Mamãe eu quero mamar", para quem celebra o triunfo e a glória do valerioduto, não seria, data venia, uma escolha inadequada. Verdade que o fundo musical das pizzarias costuma ser o de animadas tarantelas. Não cabe pedir a Ângela Guadagnin esclarecimentos sobre esse ponto, uma vez que tantos outros mais importantes, nos escândalos em curso, foram sonegados devido à sua atuação feroz nas CPIs. Ainda que constrangedor, o espetáculo não precisa suscitar extremos de pessimismo. Em tempos idos, o teatro de revista se encarregava de fazer, entre um e outro número de rebolado, a sátira dos costumes políticos. Passada a época áurea de Dercy Gonçalves e Oscarito, talvez faltasse o tom de irreverência e brasilidade - para lembrar um tema caro à deputada - com que se contrabalança, na vida espiritual da nação, a vista deprimente das mazelas do poder.Graças à deputada, o escândalo e a sátira, o mar de lama e o rebolado, convergem num único palco. Não deixa de ser uma economia de tempo para o respeitável público.
(postado originalmente na Folha de S. Paulo, sábado 25 de Março, 2006)

PT persegue caseiro e protege "companheiro"

Folha de São Paulo, São Paulo, sábado, 25 de março de 2006
Tucano quer que Coaf investigue Okamotto
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), quer que o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) abra um procedimento administrativo para identificar se houve ou não crime de lavagem de dinheiro envolvendo o pagamento feito por Paulo Okamotto de uma dívida de R$ 29,4 mil do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o PT. Amigo de Lula, Okamotto é presidente do Sebrae. O pagamento da dívida é um dos alvos de investigação da CPI dos Bingos. "Se o Coaf pode investigar o caseiro Francenildo por R$ 25 mil, não vai se recusar a investigar o presidente do Sebrae, tenho certeza", disse Arthur Virgílio ao justificar o seu pedido no Senado. Vítima de violação de sigilo bancário, o caseiro Francenildo Costa passou a ser investigado sob suspeita de lavagem de dinheiro. Ele ganha R$ 700 mensais. Entre janeiro e março deste ano, recebeu depósitos que somam cerca de R$ 25 mil. O caseiro diz que o dinheiro foi repassado pelo empresário Eurípedes Soares, que seria seu pai biológico, mas que não assumiu a paternidade. A investigação envolvendo Francenildo foi aberta pela PF a pedido do Coaf, órgão subordinado à Fazenda. O caseiro teve seu sigilo bancário violado após depor à CPI dos Bingos e ter dito que o ministro Antonio Palocci freqüentava uma casa alugada em Brasília por ex-assessor da prefeitura de Ribeirão. O ministro nega.O senador Arthur Virgílio requereu à Mesa do Senado que solicite a abertura de procedimento ao Coaf para investigar Okamotto. O requerimento foi encaminhado à CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), que tem 30 dias para deferir o pedido ou não.O Coaf, porém, já registrou "operações atípicas" no valor de R$ 93 mil em nome de Okamotto. O relatório, encaminhado à CPI em dezembro, não identifica indícios de lavagem de dinheiro e se limita a informar movimentações em uma conta dele no período de dois anos (maio de 2002 a maio de 2004). A Folha tentou falar com a assessoria de imprensa de Okamotto, mas não obteve resposta até o fechamento da edição.

O PT lá e cá

Folha de São Paulo, São Paulo, sábado, 25 de março de 2006


A republiqueta de Lula
CLÓVIS ROSSI

SÃO PAULO - A sanha com que o governo Lula se atira sobre o caseiro Francenildo não é apenas coisa de gânsters, como diz o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Roberto Busato. É também coisa de republiqueta bananeira, dessas em que todo o aparelho de Estado está a serviço não do público, mas dos ocupantes de turno do poder. Os Somozas faziam a mesmíssima coisa. No Brasil, só faltam o poder absoluto e as violências que o acompanham, porque o resto, especialmente o deboche, está presente.Investiga-se o caseiro por suposta suspeita de lavagem de dinheiro, mas não se tem notícia de investigação parecida sobre "os mensaleiros", embora alguns até tenham confessado o crime do caixa dois ("coisa de bandido", segundo o ministro da Justiça). Aliás, o caseiro teve o azar de cair na magérrima cota de 0,5% das investigações efetivamente feitas sobre as 85 mil comunicações de supostas irregularidades nesse campo.Ou seja, "para os amigos tudo, para os inimigos todo o rigor da lei, quando possível", frase que se atribui a Benedito Valladares (1892/1973), condestável da República Velha. Na republiqueta lulo-petista, "coisa de bandido", como o caixa dois, vira apenas "erro dos companheiros". Mentira, em depoimento à CPI, vira, na novilíngua da republiqueta, "imprecisão terminológica". Crime de violação do sigilo bancário vira "divulgação indevida". Maquiam cotidianamente a podridão com o caixa dois do idioma. Eu, que achava que a corrupção e a desfaçatez do governo Collor seriam imbatíveis para todo o sempre, começo a desconfiar que estava completamente equivocado. Não sei, ninguém sabe, se a corrupção é maior agora, com Collor ou no governo Fernando Henrique. Ninguém investiga a sério, a não ser caseiros. Mas não me lembro de nenhum "collorido" ter bancado Carmen Miranda de republiqueta no plenário, como fez Ângela Guadagnin, obviamente do PT.
@ - crossi@uol.com.br

Sexta-feira, Março 24, 2006

REINÍCIO

Estamos reiniciando nossa participação em um blog.
Esperamos que o mesmo espírito do Blog do Firmino esteja aqui presente, acrescido da participação de tantos outros valorosos blogueiros.
Um abraço!

Quinta-feira, Março 23, 2006

O PT e o Detran (1)

:: Escândalo no Detran: polícia investiga quadrilha
Funcionário Valter Estrela foi preso recebendo propina de R$ 300

O delegado da Polinter, Evaldo Farias, iniciou, na tarde de hoje (21/03), uma operação que visa desarticular uma quadrilha que atua extorquindo dentro do Departamento Estadual de Trânsito (Detran). O funcionário do órgão, Valter Estrela de Carvalho, lotado no depósito, foi preso em flagrante quando recebia R$ 300,00 do motoqueiro M. S. para liberar uma moto que havia sido apreendida em uma blitz. Funcionário do Detran há 19 anos, Valter teria dito em depoimento na Polinter que quando sabia da apreensão de um veículo, telefonava para o proprietário e passava a negociar para retira-lo do depósito apenas com o pagamento de propina. Valter teria confessado que age também quando acontece a recuperação de veículos roubados nas blizen montadas pelo Detran. O comunicado da recuperação seria feita ao proprietário por Valter, que "pedia um agrado" para entregar o carro ou moto. O delegado Evaldo acredita que Valter não tinha condições de agir sozinho. Tudo está sendo investigado minunciosamente, garante o policial. O caso lembra a Operação Detran ocorrida em 2002, no então Governo Hugo Napoleão (PFL), quando foi desbaratada uma quadrilha que atuava dentro do órgão.
Repórter: Walcy Vieira
(postado originalmente no Portal 180 graus em 22.03.06)

O PT e o Detran

:: Escândalo no Detran-PI
Major, diretor, rebate acusação de formação de quadrilha
Diretor de infração do Detran nega que haja uma quadrilha no órgão

Por conta de matéria publicada no último dia 21, tratando da prisão do funcionário do Depósito do Detran, Valter Estrela de Carvalho, flagrado recebendo R$ 300,00 do motoqueiro M. S. para liberar uma moto que havia sido apreendida em uma blitz, o diretor de infração e trânsito do órgão, Major Paulo Roberto, entrou em contato com o 180graus.com para rebater a acusação de uma suposta formação de quadrilha.Na matéria, o delegado da Polinter, Evaldo Farias havia dito que iniciara uma operação que visa desarticular uma quadrilha que atua extorquindo dentro do Departamento Estadual de Trânsito (Detran). O Major rebateu o delegado. "Não admito que o senhor delegado Evaldo Farias fale desta forma. Sou diretor do Detran e, nesta condição, me sinto prejudicado. Gostaria de dizer que não existe quadrilha nenhuma no órgão que trrabalho", afirmou.O funcionário Valter Estrela de Carvalho só passou um dia preso e foi solto ontem. De acordo com Paulo Roberto, ele já foi afastado do cargo. "Ele é funcionário, mas tive que afastá-lo do trabalho que exercia. Agora a função do delegado é cumprir a lei. Não se pode pré-julgar um caso que nem dentro do Detran aconteceu. Foi do lado de fora".
(postado originalmente no Portal 180 graus dia 23.03.06)

O PT e a educação no PI

Abandono
Está abandonada em Pio IX uma imensa Escola Agrotécnica. O abandono já ultrapassa os cinco anos, apesar de ser bem equipada e com pocilga.Mas os móveis e as telhas estão sendo pilhados.
(postado originalmente na coluna Informe do JMN de 23.03.06)

Terça-feira, Março 21, 2006

PT: um caso de polícia

Correio do Estado / Roosewelt Pinheiro
Folha de São Paulo, São Paulo, terça-feira, 21 de março de 2006


Gangsterismo
CLÓVIS ROSSI

SÃO PAULO - A violação do sigilo bancário do caseiro que diz ter visto o ministro Antonio Palocci na casa da "República de Ribeirão Preto" é um ato de gangsterismo que só reforça a sensação de que a política brasileira desce mais e mais ao pântano.O jogo aí é o seguinte: em vez de rebater a acusação, alguém, certamente aliado ou membro do governo ou do PT, puxa as contas do caseiro para desviar a suspeição do acusado para o acusador.Típico gangsterismo. Mesmo que o caseiro tivesse recebido dinheiro da oposição, do demo ou de quem fosse, permanece de pé o fato de que o ministro é acusado de ter mentido sobre suas idas à casa suspeitíssima da república de sua terra.Pior ainda é o fato de que o caseiro mostrou recibos que supostamente provam que os depósitos foram feitos por seu pai biológico. Quer dizer: pratica-se um ato de gansterismo para defender o ministro, mas sai um tiro no próprio pé, na medida em que até o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, afirma que é "grave" a violação do sigilo, ele que, nos últimos tempos, notabiliza-se mais por defender o governo que a justiça.Nesse ambiente pantanoso, petistas de grosso calibre conseguem dizer invariavelmente as piores coisas. O secretário-geral da Presidência, Luiz Dulci, por exemplo, afirma: "Qualquer coisa que fira a lei deve ser deplorada, e foram muitas as vezes que isso aconteceu nesses nove meses, com vazamentos ilegais sobre membros do governo".Ou seja, em vez de cair matando em cima de uma ilegalidade, como seria de praxe em quem tivesse zelo pelos valores republicanos, o secretário-geral prefere a sua própria versão da frase de Lula, aquela segundo a qual o PT, ao cometer trambiques, fez apenas o que sistematicamente se faz no Brasil.Alguma surpresa com o ambiente pantanoso que se formou?

@ - crossi@uol.com.br

Segunda-feira, Março 20, 2006

PT aparelha Estado e semeia insegurança

20/03/2006 - 13h47
Bastos diz que violação do sigilo de caseiro será apurada
(da Folha Online)

O ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, afirmou nesta segunda-feira que a quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo da Costa, é grave e será apurada. O sigilo bancário do caseiro vazou para a imprensa na sexta passada, um dia depois de seu depoimento na CPI dos Bingos ser suspenso por uma liminar do STF (Supremo Tribunal Federal) e dele passar a ser protegido pela Polícia Federal."Essa quebra de sigilo é séria, precisa ser apurada e vai ser apurada. O governo é o maior interessado nesta apuração", afirmou Bastos, que participou hoje da destruição de produtos contrabandeados do empresário chinês Law Kin Chong.
Segundo o ministro, os responsáveis pela quebra de sigilo serão punidos. "Ninguém está fora da legalidade nem acima da lei. O caso tem que ser investigado. Tenho certeza que os responsáveis serão punidos."Logo após o vazamento de seu sigilo, o caseiro deu uma entrevista para explicar a origem dos depósitos --que somam cerca de R$ 25 mil-- e para dizer que suspeitava que seus dados foram vazados pela Polícia Federal, pois havia entregue seu cartão bancário para policiais. Sobre a origem do dinheiro, o caseiro afirmou que era resultado de um acordo fechado com seu pai biológico, que teria dado uma ajuda financeira em vez de atender seu pedido de reconhecimento de paternidade."O vazamento de informação é uma praga terrível que deve ser combatida. Por enquanto, não posso afirmar que houve falhas", disse Bastos.DepoimentoAntes do depoimento ser suspenso, Francenildo confirmou todas as denúncias feitas contra Palocci. Segundo ele, Palocci, freqüentava a casa alugada no Lago Sul de Brasília por seus ex-assessores de Ribeirão Preto, Vladimir Poleto e Ralf Barquete.Palocci seria chamado de "chefe" pelos ex-assessores, chegava na sozinho e de carro. Ele também disse que viu na casa o empresário de jogos Artur José Teixeira Valente Oliveira Caio, apontado por Buratti por dar R$ 1 milhão para a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2002.Francenildo confirmou ter conversado com o ministro por interfone e disse que confirmava "até morrer" que viu Palocci na casa. O depoimento do caseiro desmente a declaração dada pelo ministro à CPI. Palocci disse que nunca freqüentou essa casa.Sigilo bancárioLogo depois da interrupção do depoimento, na quinta-feira, a CPI pediu para a Polícia Federal proteger o caseiro. Um dia depois, na sexta-feira, o sigilo bancário do caseiro vazou para a imprensa e revelou que ele teria recebido R$ 25 mil em depósitos numa conta poupança na Caixa Econômica Federal. No mesmo dia, o caseiro deu uma entrevista dizendo que o dinheiro teria sido depositado por seu pai biológico, que não teria reconhecido a paternidade. Ele disse ainda que suspeitava que seus dados bancários tenham sido vazados pela PF, já que entregou para policiais seu cartão bancário.

Se misturar demais complica


Edson Jobim Vidigal: apolítica “a partir da toga”
Por Rui Nogueira

O Poder Judiciário precisa parar para pensar. Parar no sentido figurado, mas pensar no sentido mais do que objetivo. Seus líderes, que são, ao mesmo tempo, juízes e cidadãos políticos, deveriam passar em revista as últimas decisões do Poder – não me refiro só às sentenças, mas também a elas. O ministro Nelson Jobim, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e chefe do Poder Judiciário, destrambelhou, politicamente falando, faz tempo, e o colega dele, Edson Vidigal, que preside o Superior Tribunal de Justiça (STJ), segue-o nos piores exemplos.
A quebra de decoro de juízes e políticos afeta igualmente as instituições a que pertencem, Judiciário e Legislativo, respectivamente. A diferença é que um político, além de ser mais facilmente criticado e acuado, pode ainda ser obrigado a renunciar ao mandato, investigado e ter o mandato cassado e, não menos importante na escala de castigos democráticos, pura e simplesmente derrotado nas urnas. Um juiz também se submete a vários códigos de conduta, mas está longe de ser um alvo tão publicamente exposto quanto um político. E não é fácil de responsabilizar pelos erros que comete.
Impedimento e suspeitasA diferença abissal nos dois casos aqui comparados é que os políticos são eleitos, enquanto os juízes têm de cumprir um dever de Estado que os torna sacerdotes da profissão pública. Mais que isso, e esta é a diferença essencial: entre os três Poderes, no Estado de Direito pleno, é o Judiciário que funciona como moderador, aquele que, pela lei, se enquadra e manda enquadrar o Executivo e o Legislativo. Diante de tamanha responsabilidade, é obvio que do Judiciário, como diz o ditado popular, não se espera apenas que ele seja correto, mas que pareça também, o tempo todo, correto. Ao Judiciário não é dado o direito de errar fácil, ainda que nenhum Poder seja infalível, e muito menos o direito de levantar suspeita fúteis sobre as suas decisões.
No usufruto dos benefícios políticos, o eleitor pode escolher entre centenas de parlamentares e trocar de interlocutor se não se sentir satisfeito, quantas vezes quiser. A interlocução da sociedade com os juízes não tem essa liberdade – ainda bem –, segue regras mais estritas, e um cidadão não pode interditar as ações do Judiciário diante de desconfianças subjetivas. Portanto, quando a ação de um juiz, ainda mais em um processo político-partidário, é passível de levantar suspeitas, é de bom tom que ele se considere impedido para o julgamento.
Política e togaIsto tudo a propósito da decisão liminar do presidente do STJ, ministro Edson Vidigal, que suspendeu as prévias do PMDB marcadas para este domingo. Ainda que a direção peemedebista, quando este texto for lido, já tenha cassado (ou não) a liminar e suspendido (ou não) a consulta para escolher o candidato do partido ao Planalto – entre Germano Rigotto (RS) e Anthony Garotinho (RJ) –, é certo que estamos diante de uma decisão aberrante de um juiz. Transcrevo o que disse o ministro Marco Aurélio de Mello à revista Primeira Leitura deste mês, que está nas bancas: “A opção do juiz pela política não pode ser feita a partir da toga”.
A carapuça serve à perfeição ao ministro Vidigal. E preocupa que esses erros, com marcas da mosca azul, estejam sendo cometidos por membros da cúpula do Judiciário, aqueles que deveriam aspergir o exemplo de cima para baixo.
Um juiz pode ser um inocente útil em um processo político, mas, no caso de Vidigal, sua trajetória profissional, desde os tempos em que cobria a política nacional para o Jornal do Brasil, prova que ele sabe como ninguém com quantos paus se fazem as canoas das disputas partidárias.
Edson Vidigal, maranhense, amigo íntimo do senador e ex-presidente da República José Sarney (PMDB-MA), que foi quem o nomeou para o STJ, anunciou que vai se candidatar nas eleições de outubro próximo. Fê-lo com certo estardalhaço e, como diria aquele ministro do Supremo, “a partir da toga”. Anunciou até o partido a que se filiará, o PSB, aliado de Lula e do PMDB, com ou sem prévias, na disputa pela reeleição do petista. E fez tudo isso na condição de juiz e presidente do Superior Tribunal de Justiça, cargo que só deixa no próximo dia 30 de abril – data que é facultada aos juízes para se filiar e desimcompatibilizar dos cargos para concorrer às eleições, enquanto os parlamentares são obrigados a se filiar um ano antes da eleição. Quem está em cargos do Executivo e quer concorrer à eleição tem de se desincompatibilizar até o fim deste mês.
Vidigal, o juiz, transformou-se, há pelo menos três meses, no Vidigal pré-candidato declarado da política maranhense – ou a vice em uma das chapas mais fortes ao comando do Executivo ou a uma cadeira do Senado federal. O governo do Estado tem hoje duas pré-candidaturas fortes, a da senadora Roseana Sarney (PFL) e a de Jackson Lago (PDT). Sem querer perder a amizade com os Sarney, Vidigal, o juiz-pré-candidato, tenta se acomodar na chapa e no cargo que mais frutos políticos lhe render. Não há nenhuma ilegitimidade na demanda, mas ela deveria ser feita sem a toga sobre os ombros. Muito menos com a toga e se declarando candidato e decidindo sobre as prévias do PMDB. Não custa lembrar: o senador Sarney comanda as hostes do PMDB pró-derrubada das prévias e pró-adesão a Lula.
E que argumento o STJ acolheu? O de um peemedebista esperto que argumentou a impossibilidade de realizar as prévias porque os diretórios regionais ficam fechados aos domingos. Quando o escárnio da política partidária encontra guarida no desdém institucional de alguns juízes, o Estado de Direito abraça a avacalhação.

[ruinogueira@primeiraleitura.com.br] Publicado em 17 de março de 2006.

(postado originalmente no site "PrimeiraLeitura)

Domingo, Março 19, 2006

Avacalhação

19/03/2006 De CLÓVIS ROSSI, em Folha de São Paulo, hoje:


SÃO PAULO - O instantâneo que, no detalhe, conta mais sobre o triste momento que vive a República foi capturado pelo blog de Josias de Souza, reproduzido por esta Folha.Narra a história do recurso judicial de Delúbio Soares, o tesoureiro que o PT teve tanta peninha em expulsar, contra prova de concurso público para procurador da Fazenda.Reproduzo a pergunta: "Delúbio, funcionário público, motorista do veículo oficial placa OF2/DF, indevidamente, num final de semana, utiliza-se do carro a fim de viajar com a família. No domingo à noite, burlando a vigilância, recolhe o carro na garagem da repartição. Delúbio cometeu crime de: a) peculato; b) apropriação indébita; c) peculato de uso; d) peculato-desvio; e) furto".É simbólico que o tesoureiro do partido que se dizia dono exclusivo da ética e da moralidade vire agora sinônimo de delinqüente. É a versão "malufar" do petismo.Simbólico porque a explosão de um ambiente sórdido coincidiu com o fato de o PT estar no governo. O noticiário político foi substituído, quase todo ele, por informações policiais. Para onde quer se olhe, há cheiro de podre, de putrefação.Há compadrio político explícito, como no caso do porto de Santos, em que o vice-líder do governo, Vicente Cascione, confirma nomeações por puro apadrinhamento.Antigamente, em casos semelhantes, havia pelo menos a desculpa de que as nomeações, embora políticas, estavam baseadas em critérios de competência. Agora, já nem é necessário o disfarce, na medida em que o PT aderiu à esbórnia e, como todo novo-rico, abusa das roupas, das jóias e dos Land Rover.A esbórnia inclui uma semilegalidade, em que a Justiça interfere no Judiciário, mas não a ponto de proteger supostos direitos, como no caso do caseiro, que começou a depor, expôs os podres (supostos ou reais) do ministro da Fazenda e só depois teve a palavra cortada.É a mais pura avacalhação.


@ -
crossi@uol.com.br


PT PT

bacaninha.cidadeinternet.com.br
Com tanta gente metendo os pés pelas mãos no governo petista, em vez de Partido dos Trabalhadores, melhor seria chamar de Partido dos Traquinas."

(postado originalmente no PortalAZ).

Sexta-feira, Março 17, 2006

SDR e o açude fantasma

Recuperação de suposto açude vira motivo de piada em Várzea Branca 17/03/2006 - 09:52:00 - Diego Iglesias

Uma piada com um tom de preocupação na cidade de Várzea Branca, 561km ao sul de Teresina. Um estranho acontecimento despertou a curiosidade dos moradores e virou motivo de chacota na cidade: a destinação de mais de R$ 137 mil para a recuperação da parede de um açude, que foi executada no ano de 2004, segundo um relatório do governo do Estado. O problema é que até hoje a população nunca viu nem sinal desse açude no município, sendo que espalharam cartazes na cidade recompensando quem algum dia localiza-lo.De acordo com o diretor do Sindicato dos Trabalhadores Rurais do município, o lavrador Agenor Ribeiro (foto), no ano de 2004, foram destinados R$ 137.631,00 para a aquisição de um trator agrícola com implementos e recuperação da parede de um suposto açude na cidade, e alega que nunca existiu açude na cidade e ninguém viu esse trator. Por conta disso, ainda de acordo com o Agenor Ribeiro, os moradores começaram uma “caçada” ao açude, espalhando cartazes na cidade com a frase “Procura-se: Açude na cidade de Várzea Branca construído com recurso da secretaria de desenvolvimento rural no valor total de 137.631,00. Quem localiza-lo será bem gratificado”.
Segundo o diretor do sindicato, isso “foi uma idéia dos jovens da cidade e foi colocado nos principais pontos da cidade. É uma coisa triste, e agora virou motivo de piada”, disse. Ele explicou que, depois da primeira denuncia, que foi feita pelo Portal AZ, o prefeito do município, José Carlos (PL), começou a tomar alguma providência. “Depois que foi feita a matéria, ele mandou um topógrafo tirar as medidas e fazer alguma coisa na lagoa, mas não chegou a executar nada lá. É bom lembrar que a obra era para a reforma de um açude e ele estava fazendo isso para disfarçar”, destacou, lembrando que isso foi feito no final do mês de fevereiro, sendo que no relatório do Governo do Estado, a obra consta como executada.

(postado originalmente no PortalAZ)


PT: quem ti viu quem te vê

Folha de São Paulo, São Paulo, sexta-feira, 17 de março de 2006

O caseiro e o motorista
ELIANE CANTANHÊDE

BRASÍLIA - Quando o motorista Eriberto França detonou o esquema PC Farias, o PT automaticamente encampou a história, a CPI esquentou, Collor caiu. Tudo rápido e simples.Agora, quando surge o caseiro Francenildo Costa, o Nildo, detonando o esquema Buratti-Adermirson, o governo do PT automaticamente desmente a história, o PT entra com mandado no Supremo, a CPI não consegue ouvir a testemunha. E Palocci continua "inabalável", segundo Lula. Tudo lento e complexo.Como empregado da bela casa alugada em Brasília pela "república de Ribeirão Preto" (do "chefe" Palocci), Nildo ouvia e via muita coisa, sabia de reuniões ortodoxas e heterodoxas. Relata jogos, malas de dinheiro, as chegadas do ministro num Peugeot prata de vidro fumê e como ele pedia para apagar as luzes de fora para não ser visto -desmascarado?Nildo sabia onde estava se metendo: "Eu não sou nada perto dele [Palocci]. Mas ele está mentindo". E sua versão tem início, meio, fim e credibilidade, seja ele um achado ou não da oposição. Contra fatos, não há argumentos. Tudo o que Palocci consegue dizer é que não dirige em Brasília! O PT tenta desqualificar o caseiro, e Lula diz que são "calúnias". Contra Collor, eram verdadeiras. Contra Palocci, são falsas.O caseiro de Palocci, aliás, não está sozinho como estava o motorista de Collor. Ao contrário, integra uma fila de denunciantes: o caseiro, o motorista, o delegado da Polícia Federal e principalmente Rogério Buratti, o amigão do Palocci que foi preso, algemado e entregou a história da propina de R$ 50 mil mensais da Prefeitura de Ribeirão Preto.Na balança do neo-PT, há dois pesos e duas medidas: todos eles, juntos, não valem um só Eriberto. Ele era puro, porque estava do "nosso lado"; Nildo, o motorista e o delegado são impuros, porque estão "contra nós".A dúvida é: o que a militância petista, aquela imensa maioria que ainda mantém uma certa utopia, acha dos puros e dos impuros?@ - elianec@uol.com.br


Quinta-feira, Março 16, 2006

Por quem os sinos dobram

Em matéria de ação afirmativa ainda não nasceu o dente siso dos petistas. Fitando corrigir práticas ou situações de discriminação, a ação afirmativa representa um conjunto de iniciativas/políticas com vistas a eliminar desigualdades existentes, favorecendo grupos ou segmentos da sociedade que, por algum motivo no passado ou hoje, sofrem ou sofreram discriminação ou encontram-se em piores condições de competitividade.

Como se sabe, a forma de instrumentalização da ação afirmativa utilizada pelos amigos do Sr. Marcos Valério (o carequinha do mensalão) é o sistema de quotas que consiste em estabelecer um número fixo, definido de lugares ou reserva de espaço em favor de um grupo que se quer beneficiar. Ocorre, todavia, que no rol das ações positivas, a fixação de quotas é a mais controversa e não raro inconstitucional.

Ao assegurar um número definido de vagas para membros de grupo marginalizado, discrimina-se aquelas pessoas que não integram a parcela beneficiada. O tratamento discriminatório ocorre justamente pela adoção de critérios vedados pela Constituição da República ( por exemplo, art. 3, inciso IV - origem, raça, sexo, cor, etc.) ou mesmo pela legislação ordinária.

Nos Estados Unidos, berço da affirmative action, tanto na Administração Pública, quanto na iniciativa privada não mais se utiliza o o sistema de cotas.

Mais consentâneo com a Constituição e realidade brasileira, é a adoção de outros mecanismos de política compensatório. Só para ilustrar: oferta de treinamento profissional, cursos específicos para membros de um grupo em situação desfavorável, promoção de programas sociais visando a melhoria de perspectivas de determinado segmento da sociedade. Outra solução, o tratamento preferencial no emprego (público ou privado) onde sejam conferidos vantagens, benefícios em favor de um grupo desassistido.

Se manejado corretamente o instituto da ação afirmativa poderá servir de instrumento de justiça social. Não queremos a orfandade legal e anemia que cercam a maioria das inicitivas do atual governo Lula e Wellington Dias.

Avenida e Milharal

No último final de semana fui a cidade de Simplício Mendes, sul do Piauí. Fui de carro. De Oeiras a Simplício Mendes, logo depois da cidade de Colônia, a estrada tem mais buraco que tábua de pirulito. Um perigo viajar por alí a noite, principalmente se estiver chovendo. Pode-se cair num dos inúmeros buracos, quebrar o carro e ficar na mão, ou melhor, na beira da estrada como "caroneiro".
Mas o que mais me chamou a atenção foi, ao chegar a cidade de Simplício Mendes, logo na entrada da cidade, encontrar a avenida de entrada interrompida por uma buraqueira só, muita lama, água empossada. Depois fiquei sabendo que até bem pouco tempo atrás havia [alí] pés de milho plantados onde deveria trafegar carros, caminhões, onibus...
Ah! ía esquecendo: o que se diz na cidade é que a firma que ganhou a obra, a ganhou a mais de seis meses, já tería recebido parte do dinheiro...sei não!


 


Divulgue o seu blog!